Cássio Blunck
Locomotiva Abstrata
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Cacofonia…
Cássio Blunck
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Penso, logo…
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Nada além de uma explicação plausível.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Produção.
Cássio Blunck
E o trem desandou…
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Até que a mão fique apegada à espada.
Nossa história começa a mais de mil anos atrás. É contado que haviam dois povos em guerra, e um pequeno exército de um deles marchava em busca do inimigo. Ao anoitecer eles os encontraram, mas não gostaram do que viram: seus rivais estavam em número muito superior e muito bem armados, e ainda por cima acabavam de avistá-los. Intimidados pelo inimigo, aqueles homens bateram em retirada, todos fugiam em desespero. Todos menos um. Um deles corria freneticamente em direção aos oponentes. Pare por um momento e tente imaginar a cena: dezenas de homens correndo por suas vidas e um homem só correndo na direção oposta partindo pro ataque. “É louco!” “Irresponsável! Inconsequente! Não pensa em seus entes queridos?” – Gritavam seus companheiros ao assistir aquela cena absurda, até virem seu colega sumir ao longe na escuridão da noite… Ao amanhecer, imaginaram que o outro exército já estaria longe, e resolveram voltar para recolher o corpo de seu amigo tolo. Chegando no local, mal puderam acreditar em que seus olhos viam! TODO o exército inimigo estava MORTO. O “louco inconsequente” havia matado todos SOZINHO. Encontraram o bravo guerreiro caído ao chão vivo e desacordado, não por causa de ferimentos, mas de exaustão. O engraçado é que não conseguiram tirar a espada de sua mão. Ela (a mão) estava “apegada à espada”. Essa é uma expressão antiga que quer dizer que ele segurou a arma com tanta força e por tanto tempo, que agora é como se ela fizesse parte de seu corpo. Ele queria soltá-la, mas não conseguia.
Boa história, não? “Mas e eu com isso?” Vai lendo…
Imagina bem a situação: só de ver todo mundo correndo pro colo da mamãe como se não houvesse amanhã, seria de se esperar que esse soldado fugisse também. E ninguém iria culpá-lo por isso. Outra, se já era improvável vencê-los em número reduzido, imagine sozinho? O que se passava na cabeça daquele homem? Fácil: ele SABIA que podia vencer.
Não sei quanto a você, mas eu e algumas pessoas que conheço já passaram por situação relativamente parecida, e há uma grande possibilidade de você passar algum dia. Quando se quer muito conquistar alguma coisa e a maioria ou todos aqueles que deveriam estar te apoiando te desacreditam. Pior, te ridicularizam e insistem que é impossível chegar lá. As vezes a coisa chega ao ponto de parecer que eles querem te ver falhar, só pra dizer depois, “Viu? Num te disse?”. Mas existe uma voz. Lá no fundo do seu ser existe uma voz, que pode soar como um sussurro. Ela te diz que aquele é o caminho certo, e que você deve lutar por ele. O personagem de nossa história lutou por aquilo que acreditava. Ele certamente era um sonhador. Acima de tudo ele fez uma escolha, mesmo que ela não fosse consciente.
Com este texto quero te dizer uma coisa; se você sente que deve lutar por algo, não hesite, não importa o que aconteça, continue lutando. Esqueça o que os outros dizem, ouça a voz dentro de você, no fundo você sempre sabe o que deve mesmo fazer. Não existem perdas reais ou desperdício quando se sabe de verdade o que está fazendo. Não pare de lutar. Mesmo que Jack Bauer arrombe a porta da sua casa e vá pra cima de você com a pistola apontada pra sua cabeça gritando a plenos pulmões “ABAIXE SUA ARMA! AGORA!!!”, não solte sua arma. Lute lute lute lute lute lute lute lute lute, e se a batalha não tiver acabado, continue lutando. Até que sua mão fique apegada à espada.
Cássio Blunck
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Um novo começo.
Faz já um bom tempo que penso em escrever um blog. São muitas as idéias, vocês não fazem idéia. Algumas realmente boas.
Mas boas idéias não são o suficiente, elas não adiantam nada se ninguém para pra lê-las. Sinceramente pensei que meus pensamentos soavam cansativos e desinteressantes pra grande (e bota grande) parte das pessoas, do tipo que desperta comentários como “Que coisa chata!”. Não sou famoso por ser uma pessoa divertida. Mas andei sondando. Fiquei surpreso ao perceber que alguns de meus amigos ficaram mesmo interessados em ler o que tenho a dizer sobre essas tais “coisas chatas”. Fiquei até animado, e mesmo com um enorme receio, cá estamos nós.
OK, mas sobre o que é o Blog então?
Não é preciso me conhecer muito bem pra saber que eu faço o tipo reflexivo, o que significa que eu penso e repenso zilhões de vezes os mais diversos assuntos. Neste Blog pretendo expor esses questionamentos e observações, falar sobre minhas conclusões, assim como as interrogações que pairam no ar. Gosto da idéia de levantar discussões e ficarei contente se eu for contestado e/ou corrigido (com fundamento, claro!). Se eu simplesmente fizer você pensar em algo que não tinha pensado antes, considerarei minha missão cumprida. Se este Blog levar você a um questionamento totalmente novo, vou ficar bobo de felicidade!
Ah sim, em algum momento você deve ter se perguntado por que cargas d’água o nome “Locomotiva Abstrata”, certo? Essa locomotiva representa meus sonhos e pensamentos, assim como minha força de vontade pra lutar por eles. Você já tentou parar um trem a pleno vapor?
Cássio Blunck